CFOAB integra primeira reunião técnica do TRF-1 sobre prazos e efeitos de punições ambientais

A OAB Nacional integrou a primeira reunião técnica sobre o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) 94, promovida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O encontro, realizado nesta terça-feira (28/10), discutiu a controvérsia jurídica acerca dos efeitos da prescrição administrativa da pretensão punitiva ambiental sobre o termo de embargo. A entidade foi representada pelo presidente da Comissão Nacional de Direito Ambiental, Israel da Graça.

Na ocasião, Israel da Graça, que também é presidente da seccional do Amapá, defendeu a prescrição administrativa como um meio de garantir a segurança jurídica e a racionalidade no processo de aplicação de sanções, evitando a impunidade. Segundo Israel da Graça, o objetivo é estabelecer limites temporais claros para o poder sancionador, promovendo a harmonia entre a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável. 

“Cumprindo aqui um dever institucional como casa intelectual, como classe intelectual e constitucional, a orientação nacional é a busca do equilíbrio. A gente tem que ter a responsabilidade de buscar uma solução que contemple o aumento do índice de preservação, mas, também, o índice de desenvolvimento humano. É uma equação com dois resultados, que cabe a nós encontrar sempre esse equilíbrio”, ponderou.

O representante da OAB Nacional também elogiou o IRDR como um instrumento adequado para uniformizar o entendimento sobre a prescrição administrativa da pretensão punitiva ambiental e reiterou que a Ordem é parceira do TRF-1. “A defesa da prescrição administrativa não é a defesa da impunidade, mas a racionalidade jurídica e o reconhecimento que o poder sancionador deve ter limites temporais processuais claros. Então, nesse momento, realmente, o IRDR se apresenta como instrumento adequado para uniformizar esse entendimento, evitando danos socioambientais, garantindo harmonia entre a proteção ambiental e a segurança jurídica”, avaliou.

Israel da Graça enalteceu a iniciativa do TRF-1 e afirmou que “discutir formas de aperfeiçoamento é realmente uma forma de estender a mão à advocacia, ao jurisdicionado e à busca de um equilíbrio”. Ele finalizou reiterando que a OAB espera e busca uma decisão equilibrada, contemplando a preservação ambiental.

Ao agradecer o posicionamento de Israel da Graça, a desembargadora federal Ana Carolina Roman, que conduziu o encontro, declarou: “O motivo desta reunião é dar a palavra a todas as pessoas que tenham algum interesse. E a OAB, de fato, é uma parceira do Tribunal e que bom que se fizeram presentes”. A reunião técnica foi promovida com o apoio da Rede de Inteligência da Justiça Federal da 1ª Região (Reint1).

Clique aqui para assistir

 

A OAB Nacional integrou a primeira reunião técnica sobre o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR) 94, promovida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O encontro, realizado nesta terça-feira (28/10), discutiu a controvérsia jurídica acerca dos efeitos da prescrição administrativa da pretensão punitiva ambiental sobre o termo de embargo. A entidade foi representada pelo presidente da Comissão Nacional de Direito Ambiental, Israel da Graça.Na ocasião, Israel da Graça, que também é presidente da seccional do Amapá, defendeu a prescrição administrativa como um meio de garantir a segurança jurídica e a racionalidade no processo de aplicação de sanções, evitando a impunidade. Segundo Israel da Graça, o objetivo é estabelecer limites temporais claros para o poder sancionador, promovendo a harmonia entre a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável. “Cumprindo aqui um dever institucional como casa intelectual, como classe intelectual e constitucional, a orientação nacional é a busca do equilíbrio. A gente tem que ter a responsabilidade de buscar uma solução que contemple o aumento do índice de preservação, mas, também, o índice de desenvolvimento humano. É uma equação com dois resultados, que cabe a nós encontrar sempre esse equilíbrio”, ponderou.O representante da OAB Nacional também elogiou o IRDR como um instrumento adequado para uniformizar o entendimento sobre a prescrição administrativa da pretensão punitiva ambiental e reiterou que a Ordem é parceira do TRF-1. “A defesa da prescrição administrativa não é a defesa da impunidade, mas a racionalidade jurídica e o reconhecimento que o poder sancionador deve ter limites temporais processuais claros. Então, nesse momento, realmente, o IRDR se apresenta como instrumento adequado para uniformizar esse entendimento, evitando danos socioambientais, garantindo harmonia entre a proteção ambiental e a segurança jurídica”, avaliou.Israel da Graça enalteceu a iniciativa do TRF-1 e afirmou que “discutir formas de aperfeiçoamento é realmente uma forma de estender a mão à advocacia, ao jurisdicionado e à busca de um equilíbrio”. Ele finalizou reiterando que a OAB espera e busca uma decisão equilibrada, contemplando a preservação ambiental.Ao agradecer o posicionamento de Israel da Graça, a desembargadora federal Ana Carolina Roman, que conduziu o encontro, declarou: “O motivo desta reunião é dar a palavra a todas as pessoas que tenham algum interesse. E a OAB, de fato, é uma parceira do Tribunal e que bom que se fizeram presentes”. A reunião técnica foi promovida com o apoio da Rede de Inteligência da Justiça Federal da 1ª Região (Reint1).Clique aqui para assistir 

Sobre

Verifique Também

Comissão da OAB avança em protocolo jurídico para atuação da advocacia em desastres ambientais

A Comissão Especial de Mudanças Climáticas e Desastres Ambientais do Conselho Federal da Ordem dos …