A OAB Nacional defendeu, neste sábado (7/3), a ampliação da presença das mulheres nos espaços de liderança da advocacia e nas estruturas institucionais da profissão, durante a abertura do 2º Congresso Mulheres que Transformam: Inspiração, Coragem e Empoderamento na Advocacia. Participaram do encontro virtual a secretária-geral do Conselho Federal da OAB, Rose Morais, e a secretária-geral adjunta da entidade, Christina Cordeiro, no evento promovido pela OAB da Bahia (OAB-BA) e pela Escola Superior de Advocacia Orlando Gomes (ESA-BA).
Ao evidenciar as desigualdades da profissão ainda a serem superadas, Rose Morais citou dados do PerfilADV, estudo demográfico da advocacia brasileira realizado pelo Conselho Federal da OAB em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). “Hoje somos parte de um universo de mais de 700 mil mulheres advogadas, e essas mulheres advogadas são a cara da Justiça. Porém, 73% das mulheres advogadas concentram-se nas duas faixas de renda mais baixas. No topo da pirâmide, acima de 20 salários-mínimos, nós temos 8% de homens e apenas 3% de mulheres.”
Primeira mulher nordestina a assumir interinamente a presidência da OAB Nacional e a integrar a lista tríplice do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Rose Morais ressaltou que as advogadas têm muito a contribuir com a política nacional e com o Judiciário. “Portanto, penso que liderar significa assumir essa responsabilidade de mudar os arranjos institucionais e tornar as organizações e as empresas espaços da sociedade mais justos e igualitários”, disse.
Capacitar para construir lideranças
Na sequência, a secretária-geral adjunta do Conselho Federal da OAB, Christina Cordeiro, ressaltou a importância de ampliar oportunidades e construir caminhos para que mais advogadas ocupem espaços de liderança na profissão.
“Temos que ter o sentimento de que estamos avançando e, principalmente, puxando quem está atrás. Eu quero chegar, eu quero ser líder, eu quero abrir espaço para outras pessoas chegarem no topo”, declarou.
Em congruência com Rose Morais, Christina Cordeiro também destacou que a ampliação da participação feminina tem sido tratada como prioridade pela atual diretoria da Ordem, que tem Beto Simonetti na presidência do Conselho Federal da OAB e Felipe Sarmento na vice-presidência.
Transformação coletiva
Durante a condução do evento, a presidente da OAB-BA, Daniela Borges, abordou o crescimento da presença feminina na advocacia brasileira e os caminhos para consolidar essa participação nos espaços de liderança. “Proponho fazermos uma reflexão sobre como transformar a nossa chegada nos espaços em permanência. Como transformar a nossa presença efetivamente em transformação coletiva desses espaços, para que mais mulheres possam chegar.”
Espaço de diálogo
A diretora-geral da Escola Superior de Advocacia da OAB-BA (ESA-BA), Sarah Barros, destacou que o Congresso foi estruturado como um espaço de reflexão e articulação em torno de temas centrais para a atuação das mulheres.
“Precisamos falar de paz e buscar trazer paz para as mulheres, porque cada vez mais vemos mulheres vítimas de violência. Que o dia de hoje, marcado por diversos painéis e diálogos, nos permita pensar juntas em como vamos atuar durante todo o ano na luta de proteção às mulheres.”
Participaram da abertura a vice-diretora da ESA-BA, Lilian Azevedo; o vice-presidente da OAB-BA, Hermes Hilarião; o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia (CAAB), Maurício Leahy; as 20 presidentes de subseções da seccional, além de integrantes da diretoria da OAB-BA e advogadas e advogados.
Programação
O Congresso reuniu 72 palestrantes e 18 mediadoras, com atividades realizadas em três salas simultâneas. A programação foi estruturada em três eixos: enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio; gestão e empreendedorismo feminino na advocacia; e debates jurídicos conduzidos por especialistas em diferentes áreas do Direito.
Entre os temas discutidos estiveram violência contra a mulher e mídia; o papel das presidentes de subseção na interiorização da advocacia baiana; estratégias jurídicas em crimes contra mulheres; perspectiva de gênero no Judiciário brasileiro; inteligência artificial e gestão de escritórios; liderança feminina na advocacia; racismo estrutural e intolerância religiosa, além de debates sobre Direito de Família, Direito Previdenciário, Direito Eleitoral, Direito Trabalhista e Direito Extrajudicial sob a perspectiva da atuação das mulheres.
A OAB Nacional defendeu, neste sábado (7/3), a ampliação da presença das mulheres nos espaços de liderança da advocacia e nas estruturas institucionais da profissão, durante a abertura do 2º Congresso Mulheres que Transformam: Inspiração, Coragem e Empoderamento na Advocacia. Participaram do encontro virtual a secretária-geral do Conselho Federal da OAB, Rose Morais, e a secretária-geral adjunta da entidade, Christina Cordeiro, no evento promovido pela OAB da Bahia (OAB-BA) e pela Escola Superior de Advocacia Orlando Gomes (ESA-BA).Ao evidenciar as desigualdades da profissão ainda a serem superadas, Rose Morais citou dados do PerfilADV, estudo demográfico da advocacia brasileira realizado pelo Conselho Federal da OAB em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). “Hoje somos parte de um universo de mais de 700 mil mulheres advogadas, e essas mulheres advogadas são a cara da Justiça. Porém, 73% das mulheres advogadas concentram-se nas duas faixas de renda mais baixas. No topo da pirâmide, acima de 20 salários-mínimos, nós temos 8% de homens e apenas 3% de mulheres.”Primeira mulher nordestina a assumir interinamente a presidência da OAB Nacional e a integrar a lista tríplice do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Rose Morais ressaltou que as advogadas têm muito a contribuir com a política nacional e com o Judiciário. “Portanto, penso que liderar significa assumir essa responsabilidade de mudar os arranjos institucionais e tornar as organizações e as empresas espaços da sociedade mais justos e igualitários”, disse.Capacitar para construir liderançasNa sequência, a secretária-geral adjunta do Conselho Federal da OAB, Christina Cordeiro, ressaltou a importância de ampliar oportunidades e construir caminhos para que mais advogadas ocupem espaços de liderança na profissão.“Temos que ter o sentimento de que estamos avançando e, principalmente, puxando quem está atrás. Eu quero chegar, eu quero ser líder, eu quero abrir espaço para outras pessoas chegarem no topo”, declarou.Em congruência com Rose Morais, Christina Cordeiro também destacou que a ampliação da participação feminina tem sido tratada como prioridade pela atual diretoria da Ordem, que tem Beto Simonetti na presidência do Conselho Federal da OAB e Felipe Sarmento na vice-presidência.Transformação coletivaDurante a condução do evento, a presidente da OAB-BA, Daniela Borges, abordou o crescimento da presença feminina na advocacia brasileira e os caminhos para consolidar essa participação nos espaços de liderança. “Proponho fazermos uma reflexão sobre como transformar a nossa chegada nos espaços em permanência. Como transformar a nossa presença efetivamente em transformação coletiva desses espaços, para que mais mulheres possam chegar.”Espaço de diálogoA diretora-geral da Escola Superior de Advocacia da OAB-BA (ESA-BA), Sarah Barros, destacou que o Congresso foi estruturado como um espaço de reflexão e articulação em torno de temas centrais para a atuação das mulheres.“Precisamos falar de paz e buscar trazer paz para as mulheres, porque cada vez mais vemos mulheres vítimas de violência. Que o dia de hoje, marcado por diversos painéis e diálogos, nos permita pensar juntas em como vamos atuar durante todo o ano na luta de proteção às mulheres.”Participaram da abertura a vice-diretora da ESA-BA, Lilian Azevedo; o vice-presidente da OAB-BA, Hermes Hilarião; o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia (CAAB), Maurício Leahy; as 20 presidentes de subseções da seccional, além de integrantes da diretoria da OAB-BA e advogadas e advogados.ProgramaçãoO Congresso reuniu 72 palestrantes e 18 mediadoras, com atividades realizadas em três salas simultâneas. A programação foi estruturada em três eixos: enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio; gestão e empreendedorismo feminino na advocacia; e debates jurídicos conduzidos por especialistas em diferentes áreas do Direito.Entre os temas discutidos estiveram violência contra a mulher e mídia; o papel das presidentes de subseção na interiorização da advocacia baiana; estratégias jurídicas em crimes contra mulheres; perspectiva de gênero no Judiciário brasileiro; inteligência artificial e gestão de escritórios; liderança feminina na advocacia; racismo estrutural e intolerância religiosa, além de debates sobre Direito de Família, Direito Previdenciário, Direito Eleitoral, Direito Trabalhista e Direito Extrajudicial sob a perspectiva da atuação das mulheres.
OAB – 37ª Subseção São João da Boa Vista