Comissão da OAB debate riscos do uso de inteligência artificial na advocacia

Os riscos do uso da inteligência artificial na advocacia e os limites da confiança nessas ferramentas foram debatidos nesta quinta-feira (15/10), em reunião virtual da Comissão Especial da Advocacia Multiportas do Conselho Federal da OAB. Entre os temas abordados estavam autonomia intelectual, proteção de dados, ética profissional e possíveis reflexos processuais do uso inadequado da tecnologia.

A presidente da Comissão, Eunice Schlieck, alertou para os riscos de utilizar respostas geradas por IA sem verificar sua veracidade e adequação. “A inteligência artificial precisa ser uma ferramenta auxiliar, não pode substituir o conhecimento, o discernimento e a responsabilidade do advogado”, afirmou. Ela também propôs a realização de um workshop sobre o uso responsável dessas ferramentas.

Ela também chamou a atenção para uma questão que, em sua avaliação, exige reflexão: diálogos mantidos com plataformas de inteligência artificial para obter orientações sobre como prejudicar clientes, produzir provas indevidas ou conduzir estratégias processuais abusivas podem, conforme as circunstâncias e os elementos disponíveis, suscitar questionamentos éticos e consequências jurídicas. Também é necessário discutir em que condições esses registros podem ser requeridos e utilizados como prova, respeitados os limites legais, a privacidade e as garantias aplicáveis.

Autonomia profissional e proteção de dados

O membro da Comissão Neilton Cerqueira, da OAB-SE, alertou para o risco de a dependência da IA comprometer a autonomia do profissional. “O raciocínio deixa de ser próprio e vira assistido”, afirmou. Ele também destacou os cuidados exigidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Segundo o colegiado, é essencial a análise dos fatos por diferentes perspectivas — racional, emocional, relacional, contextual, simbólica, existencial e social —, preservando o discernimento humano, a postura ética e o compromisso com a verdade. A tecnologia pode auxiliar o trabalho jurídico, mas não afasta a responsabilidade do profissional por suas escolhas e condutas.

Também participaram da reunião Alice Brocardo, Ronan Jr. e Wdson Pyerre.

 

Os riscos do uso da inteligência artificial na advocacia e os limites da confiança nessas ferramentas foram debatidos nesta quinta-feira (15/10), em reunião virtual da Comissão Especial da Advocacia Multiportas do Conselho Federal da OAB. Entre os temas abordados estavam autonomia intelectual, proteção de dados, ética profissional e possíveis reflexos processuais do uso inadequado da tecnologia.A presidente da Comissão, Eunice Schlieck, alertou para os riscos de utilizar respostas geradas por IA sem verificar sua veracidade e adequação. “A inteligência artificial precisa ser uma ferramenta auxiliar, não pode substituir o conhecimento, o discernimento e a responsabilidade do advogado”, afirmou. Ela também propôs a realização de um workshop sobre o uso responsável dessas ferramentas.Ela também chamou a atenção para uma questão que, em sua avaliação, exige reflexão: diálogos mantidos com plataformas de inteligência artificial para obter orientações sobre como prejudicar clientes, produzir provas indevidas ou conduzir estratégias processuais abusivas podem, conforme as circunstâncias e os elementos disponíveis, suscitar questionamentos éticos e consequências jurídicas. Também é necessário discutir em que condições esses registros podem ser requeridos e utilizados como prova, respeitados os limites legais, a privacidade e as garantias aplicáveis.Autonomia profissional e proteção de dadosO membro da Comissão Neilton Cerqueira, da OAB-SE, alertou para o risco de a dependência da IA comprometer a autonomia do profissional. “O raciocínio deixa de ser próprio e vira assistido”, afirmou. Ele também destacou os cuidados exigidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).Segundo o colegiado, é essencial a análise dos fatos por diferentes perspectivas — racional, emocional, relacional, contextual, simbólica, existencial e social —, preservando o discernimento humano, a postura ética e o compromisso com a verdade. A tecnologia pode auxiliar o trabalho jurídico, mas não afasta a responsabilidade do profissional por suas escolhas e condutas.Também participaram da reunião Alice Brocardo, Ronan Jr. e Wdson Pyerre. 

Sobre Antônio Sanchotene - Advogado

Advogado com atuação no Direito Digital, Cibersegurança, Consultoria LGPD e Holding Familiar. Sócio e Cofundador do escritório Paliares & Sanchotene Advogados Associados, escritório este com atuação nas esferas da Advocacia Preventiva e Contenciosa, além de oferecer Consultoria Jurídica LGPD e Compliance.

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