O Conselho Federal da OAB participou, nesta quinta-feira (1º/10), das XV Jornadas Nacionais de Advogadas da Federação Argentina de Colégios de Advogados (Faca), realizadas em San Nicolás de los Arroyos, na província de Buenos Aires. Representando a OAB, a vice-presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos e conselheira federal por Mato Grosso, Fernanda Brandão Cançado, proferiu virtualmente a palestra magna de abertura do evento, com o tema “Discriminação no exercício profissional da advocacia”.
O encontro reúne advogadas para discutir igualdade de gênero na advocacia e no Poder Judiciário. As jornadas são organizadas pela Comissão de Direitos da Mulher da Faca e pelo Colégio de Advogados de San Nicolás e têm como tema central “Defender e julgar com perspectiva de gênero”.
Durante a exposição, Fernanda Cançado compartilhou a experiência brasileira na conquista e na consolidação de direitos e prerrogativas das mulheres advogadas. Entre os marcos destacados estão a Lei 13.363/2016, conhecida como Lei Júlia Matos, o Plano Nacional da Mulher Advogada e a Resolução 5/2020, que estabelece a paridade de gênero nas eleições da OAB.
Para a conselheira federal, a realidade profissional das mulheres ainda é atravessada por desigualdades estruturais, especialmente em razão da concentração das responsabilidades de cuidado. Segundo ela, muitas mulheres advogadas conciliam a profissão com cuidados familiares, o que envolve não apenas a realização das tarefas, mas também a chamada carga mental relacionada à criação dos filhos, à gestão da casa e à organização da vida familiar.
“Apesar de terem histórias diferentes e contextos diferentes, as advogadas brasileiras e argentinas enfrentam alguns desafios similares: ainda não têm grande representatividade nos espaços de poder como as presidências das seccionais”, avaliou Fernanda.
Avanços
A troca de experiências entre profissionais dos dois países reforçou que os avanços alcançados pelas mulheres na advocacia são resultado de processos históricos de mobilização e exigem atuação permanente para sua preservação e ampliação. Nesse sentido, a Lei Júlia Matos e as medidas de paridade de gênero adotadas no Sistema OAB foram apresentadas como referências da experiência brasileira na promoção de condições mais igualitárias para o exercício profissional.
Ao refletir sobre a trajetória de conquistas da advocacia feminina, Fernanda Cançado ressaltou a importância de reconhecer as mulheres que participaram dessas lutas e de compreender os direitos já conquistados como ponto de partida para novos avanços.
“Não começamos do zero. Cada prerrogativa que hoje parece natural carrega a história de quem precisou lutar para conquistá-la. Honrar o nosso passado é proteger essas conquistas no presente e assumir a responsabilidade de continuar lutando pela advocacia que virá depois de nós”, disse.
A participação do CFOAB nas jornadas fortalece, assim, a importância do diálogo internacional entre entidades da advocacia para o compartilhamento de experiências e estratégias voltadas à promoção da igualdade de gênero e à defesa das prerrogativas profissionais das mulheres.
O Conselho Federal da OAB participou, nesta quinta-feira (1º/10), das XV Jornadas Nacionais de Advogadas da Federação Argentina de Colégios de Advogados (Faca), realizadas em San Nicolás de los Arroyos, na província de Buenos Aires. Representando a OAB, a vice-presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos e conselheira federal por Mato Grosso, Fernanda Brandão Cançado, proferiu virtualmente a palestra magna de abertura do evento, com o tema “Discriminação no exercício profissional da advocacia”.O encontro reúne advogadas para discutir igualdade de gênero na advocacia e no Poder Judiciário. As jornadas são organizadas pela Comissão de Direitos da Mulher da Faca e pelo Colégio de Advogados de San Nicolás e têm como tema central “Defender e julgar com perspectiva de gênero”.Durante a exposição, Fernanda Cançado compartilhou a experiência brasileira na conquista e na consolidação de direitos e prerrogativas das mulheres advogadas. Entre os marcos destacados estão a Lei 13.363/2016, conhecida como Lei Júlia Matos, o Plano Nacional da Mulher Advogada e a Resolução 5/2020, que estabelece a paridade de gênero nas eleições da OAB.Para a conselheira federal, a realidade profissional das mulheres ainda é atravessada por desigualdades estruturais, especialmente em razão da concentração das responsabilidades de cuidado. Segundo ela, muitas mulheres advogadas conciliam a profissão com cuidados familiares, o que envolve não apenas a realização das tarefas, mas também a chamada carga mental relacionada à criação dos filhos, à gestão da casa e à organização da vida familiar.“Apesar de terem histórias diferentes e contextos diferentes, as advogadas brasileiras e argentinas enfrentam alguns desafios similares: ainda não têm grande representatividade nos espaços de poder como as presidências das seccionais”, avaliou Fernanda.AvançosA troca de experiências entre profissionais dos dois países reforçou que os avanços alcançados pelas mulheres na advocacia são resultado de processos históricos de mobilização e exigem atuação permanente para sua preservação e ampliação. Nesse sentido, a Lei Júlia Matos e as medidas de paridade de gênero adotadas no Sistema OAB foram apresentadas como referências da experiência brasileira na promoção de condições mais igualitárias para o exercício profissional.Ao refletir sobre a trajetória de conquistas da advocacia feminina, Fernanda Cançado ressaltou a importância de reconhecer as mulheres que participaram dessas lutas e de compreender os direitos já conquistados como ponto de partida para novos avanços.“Não começamos do zero. Cada prerrogativa que hoje parece natural carrega a história de quem precisou lutar para conquistá-la. Honrar o nosso passado é proteger essas conquistas no presente e assumir a responsabilidade de continuar lutando pela advocacia que virá depois de nós”, disse. A participação do CFOAB nas jornadas fortalece, assim, a importância do diálogo internacional entre entidades da advocacia para o compartilhamento de experiências e estratégias voltadas à promoção da igualdade de gênero e à defesa das prerrogativas profissionais das mulheres.
OAB – 37ª Subseção São João da Boa Vista